Silenciar pode parecer nobre: sinal de maturidade, equilíbrio. Mas será que todo silêncio é saudável? Segundo o psicólogo Pedro Enrique Rujano, dos Hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat (Curitiba), há uma diferença profunda entre o silêncio maduro e o silêncio prejudicial. A escolha consciente cura. A fuga silenciosa, destrói.
Rujano alerta: silenciar por medo, para evitar conflitos, não é virtude, é armadilha. Esse tipo de silêncio frágil mina nossa autenticidade e enraiza ansiedade, depressão e vazio existencial, uma angústia profunda por viver fora do próprio sentido de vida.
Como medir seu silêncio? Rujano sugere uma pergunta poderosa: “Este silêncio me aproxima ou me afasta do meu sentido de vida e objetivos?” Se a resposta aponta para evasão ou esgotamento, é hora de agir.


