Após denúncias de youtubers e especialistas, o Congresso Nacional discute endurecer regras contra a adultização infantil. Entre selfies ensaiadas e conteúdos sexualizados, a fronteira entre infância e mercado nunca foi tão tênue. Você acha que a lei resolve ou que o problema está em casa?
O debate ganhou força depois que o youtuber Felca publicou um vídeo que viralizou, expondo exemplos de crianças e pré-adolescentes envolvidos em comportamentos, discursos e estéticas adultas, muitas vezes, incentivados pelos próprios responsáveis. As cenas mostravam desde a participação de menores em vídeos com teor sexualizado até sua transformação em “influenciadores mirins” para gerar engajamento e lucro.
A repercussão foi imediata: além de milhões de visualizações e discussões acaloradas nas redes, a denúncia impulsionou 32 projetos de lei na Câmara dos Deputados. As propostas vão desde a criminalização da exploração digital de menores até restrições para a monetização de conteúdos com crianças e regras mais rígidas para exposição de imagens.
Especialistas alertam que a adultização pode gerar danos emocionais profundos, como baixa autoestima, distorção de identidade, ansiedade e maior vulnerabilidade a abusos. Para eles, não basta legislar, é preciso repensar hábitos dentro de casa e na internet, onde a linha entre registro e exploração é cada vez mais fina.


