A imagem tradicional do executivo enclausurado em gabinetes e blindado por agendas restritas está ficando para trás. Cada vez mais CEOs de grandes empresas têm recorrido às redes sociais para falar diretamente com clientes, colaboradores e a comunidade, em vídeos que combinam informalidade, reputação e proximidade.
Apuração do jornal Valor Econômico mostra que, segundo estudos da consultoria McKinsey, a influência do CEO pode responder por até 45% do desempenho de uma empresa.”
Segundo especialistas ouvidos pelo veículo, esse movimento responde a uma demanda crescente por autenticidade e transparência no mundo corporativo.
“A imagem do CEO passou a ser um ativo reputacional das organizações”, explica Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), destacando que 86% das companhias enxergam na figura de seus principais líderes um canal estratégico para fortalecer sentimentos como cultura e orgulho interno.
Essa mudança de postura também tem efeito prático sobre a comunicação empresarial. Para Fernanda Vicentini, professora da ESPM, a presença ativa dos CEOs nas redes sociais amplia o alcance e a empatia das mensagens institucionais. “O fator importante é a comunicação direta, sem intermediários, nos canais oficiais das empresas”, analisa.
Com isso, o vídeo nas redes deixa de ser apenas uma estratégia de marketing para se consolidar como ferramenta de liderança. O que está em jogo, segundo especialistas, é menos o discurso e mais a capacidade de os CEOs se mostrarem humanos e, assim, reforçarem a credibilidade das empresas que representam.


