Canetas emagrecedoras redesenham o combate à obesidade no Brasil

Redação àflordapele

bruna@bvcomunicacao.com.br

A luta contra a obesidade pode estar entrando em uma nova fase. Com a chegada de medicamentos mais modernos, preços mais competitivos e até versões em comprimido, o tratamento do excesso de peso começa a se tornar mais amplo e acessível. Hoje, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, quase 7 em cada 10 adultos brasileiros convivem com sobrepeso ou obesidade.

No centro dessa mudança estão os remédios conhecidos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy. Com o hormônio GLP-1, eles atuam no controle do apetite e da saciedade e se tornaram extremamente procurados. Só em 2025, as importações desses medicamentos cresceram 88% no Brasil, movimentando cerca de 9 bilhões de reais e superando até produtos de consumo tradicional, como eletrônicos e alimentos importados.

A tendência é de crescimento ainda maior em 2026, com estimativa de de até R$ bilhões. E com o fim da patente do princípio ativo do Ozempic no país, diversos laboratórios já se movimentam para lançar versões genéricas e similares, o que deve reduzir os preços e ampliar o acesso, e a Anvisa já analisa dezenas de pedidos de registro. Para especialistas, os medicamentos não são uma solução mágica, mas representam um avanço importante no tratamento da obesidade, uma doença crônica que exige acompanhamento médico, mudança de hábitos e políticas de saúde mais eficazes.

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